Uma das vantagens de ter estudado numa universidade pública foi poder conviver com professores completamente malucos – positivamente falando – que, em quaisquer outras universidades/faculdades particulares, talvez tivessem sua insalubridade cerceada ou, pelo menos, amenizada (para a falta de sorte de seus possíveis alunos).
Quem, em sã consciência, exibiria Videodrome, do David Cronenberg, para exemplificar as aulas de Teoria da Comunicação sobre Marshall McLuhan – especialmente as idéias contidas em Os meios de comunicação como extensões do homem?
No filme, a referência a McLuhan é clara, mas hello-ôu? Éramos um bando de bixos de 17, 18 anos – praticamente uns colegialetes! Estávamos ávidos por colocar nossas mãozinhas na massa e fazer um bando de logomarcas e anúncios de pastelaria e o cara me vem com um filme tosco e nojento de 1983, ano em que muitos de nós havíamos nascido? E pra falar de teoria, ainda por cima?
Quem teve os cojones foi Massimo de Felice, um italiano aparentemente pinel, recém-chegado da Sapienza de Roma na época. O cara é tão recheado de referências que era simplesmente impossível convencê-lo de algo durante uma discussão sem antes munir-se de um bom punhado de argumentos fortíssimos e muito bem pesquisados.
Por mais que você não saiba quem caralhos é McLuhan (bem provável, a não ser que você também seja formado em Comunicação), muito menos do que se trata o livro Os meios de comunicação como extensões do homem, nem nunca viu Cronenberg mais gordo, fica aqui um pedacinho de Videodrome, só pra sentir o drama:
Quem, em sã consciência, exibiria Videodrome, do David Cronenberg, para exemplificar as aulas de Teoria da Comunicação sobre Marshall McLuhan – especialmente as idéias contidas em Os meios de comunicação como extensões do homem?
No filme, a referência a McLuhan é clara, mas hello-ôu? Éramos um bando de bixos de 17, 18 anos – praticamente uns colegialetes! Estávamos ávidos por colocar nossas mãozinhas na massa e fazer um bando de logomarcas e anúncios de pastelaria e o cara me vem com um filme tosco e nojento de 1983, ano em que muitos de nós havíamos nascido? E pra falar de teoria, ainda por cima?
Quem teve os cojones foi Massimo de Felice, um italiano aparentemente pinel, recém-chegado da Sapienza de Roma na época. O cara é tão recheado de referências que era simplesmente impossível convencê-lo de algo durante uma discussão sem antes munir-se de um bom punhado de argumentos fortíssimos e muito bem pesquisados.
Por mais que você não saiba quem caralhos é McLuhan (bem provável, a não ser que você também seja formado em Comunicação), muito menos do que se trata o livro Os meios de comunicação como extensões do homem, nem nunca viu Cronenberg mais gordo, fica aqui um pedacinho de Videodrome, só pra sentir o drama:
Agora imagine o resto do filme e seu respectivo uso para exemplificar um par de idéias de Teoria da Comunicação. Imaginou? Eu também não imaginaria.
Sem mais mimimi: confesso que falei tudo isso só para justificar minha surpresa – e satisfação – ao descobrir um cara chamado Robert The. Alguns de seus trabalhos fazem oportunamente parte duma exposição chamada O meio é a mensagem (outro livro sobre Comunicação do McLuhan), no Samuel Dorsky Museum of Art de Nova Iorque. Tá, e daí?
E daí que TOMA a obra do cara que ilustra a exibição no site do museu:

Insira emoticon de espanto aqui
Sem mais. Mesmo. Boquiaberta.

2 comentários:
Lembrei da aula que ele ficava falando "xenza" toda hora... e nao entendiamos nada. So no final da aula que fomos nos ligar que "Xenza" era Ciencia em italiano..
Pq nao basta ser italiano, louco e dar Viderodome na aula. Tem tambem que nao saber falar portugues
ah cara. eu estudei comunicação também né.
assim, meu queixo foi lá no térreo. duas vezes, porque eu sou believer e defensora de mcluhan!!
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